Alterações da mobilidade após internamento prolongado em Cuidados Intensivos

Autor: Carlos Alberto Figueira de Chaves; Roberto Miguel Mendes

Revista de Saúde Amato Lusitano

2º Trimestre 2012 Nº 31

O internamento em cuidados intensivos está geralmente associado a situações de doença grave. Apesar da morte ser a consequência mais grave dessa situação crítica, a alta da unidade de cuidados intensivos pode também acompanhar-se de problemas significativos a nível físico e psicossocial, com impacto na qualidade de vida desses
doentes e dos seus familiares ou cuidadores. Esta investigação teve como objetivo conhecer as alterações da mobilidade que afetam os doentes com alta
da Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente do Hospital Amato Lusitano, após internamento superior a uma semana. Trata-se de um estudo transversal, baseado na
metodologia quantitativa e que se enquadra nos estudos de nível I.
À data da alta da unidade foram avaliadas: mobilidade articular, força muscular e grau de dependência. Os instrumentos de colheita de dados utilizados foram a goniometria, a
escala Medical Reseach Council e o índice de Barthel. Os resultados da investigação revelam ausência de limitações na mobilidade articular. Em oposição, mais de
90% dos doentes desenvolveram alterações da força muscular que vão desde situações ligeiras a quadros graves de fraqueza generalizada. Verificou-se uma relação
positiva entre o grau de comprometimento da força muscular e o grau de dependência. À data da alta da unidade um número significativo de doentes (80%) apresentava
um grau de dependência total ou grave

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