O Papel de enfermeiro de reabilitação face ao individuo com disfagia

Autor: Daniela Sofia Amaro Rodrigues Parreira

Revista Nursing

Lisboa. – ISSN 0871-6196. – Ano. 26, Nº. 289 (Dez.. 2013), p. 1-7

A disfagia origina várias complicações médicas, como problemas respiratórios, malnutrição, desidratação, broncoespasmo e a pneumonia de aspiração. Mais de um terço dos doentes vítimas de disfagia como sequela de Acidente Vascular Cerebral (AVC) desenvolve pneumonia de aspiração e 3,8% morre em consequência desta complicação. Não sendo de desvalorizar os problemas sociais que pode causar. Sendo que o AVC é considerado uma das principais causas de morbilidade e mortalidade a nível internacional, a disfagia torna-se então uma situação merecedora de reflexão, existindo evidências de que a sua deteção precoce reduz as complicações, o tempo de hospitalização e os custos de saúde. O enfermeiro por ser o profissional que mais próximo se encontra do doente, tem um papel muito importante na identificação e tratamento deste problema. Segundo vários autores será pertinente a realização de uma história, de uma avaliação física e a utilização de meios complementares de diagnóstico. A recuperação da disfagia pode demorar dias, semanas, meses e até anos, dependendo do grau de gravidade e das capacidades físicas, neurológicas e cognitivas do doente. No treino de deglutição deverão ser incluídas terapias diretas e indiretas que são descritas neste artigo. Ao longo do mesmo fica explicito que o enfermeiro de reabilitação tem um papel de extrema importância nesta temática não só na sensibilização para o despiste da disfagia como na aplicação das várias técnicas que possam melhorar o processo de deglutição, na utilização de dispositivos compensatórios e também na supervisão e ensino de outros profissionais de saúde e cuidadores informais.

http://bibliotecas.ipvc.pt/SearchResultDetail.aspx?mfn=93542&DDB=#.XAMgW2ieSiM

Deixe um comentário