Autor: Ana Margarida Brissos dos Santos Mendes
A mobilidade é uma das capacidades subjacente a todas as atividades de vida diárias, dignificando a Pessoa. Ao Enfermeiro prestador de cuidados, cabe promove–la em todos os contextos ao longo do ciclo da vida. No passado, as Pessoas em situação crítica eram mantidas em repouso verificando-se complicações relacionadas à imobilidade e eventos adversos. A evidência atual aponta a promoção da mobilidade nestes doentes como uma intervenção terapêutica segura que otimiza os resultados em saúde. Contudo, é uma prática desafiante pela complexidade e interdisciplinaridade que implica. Salienta-se o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação como o principal dinamizador da promoção da mobilidade segura da pessoa em situação crítica. Detém a autonomia e o conhecimento necessários das pessoas que cuida e dos procedimentos envolvidos no tratamento, para que a Pessoa ultrapasse a fase crítica na melhor condição possível, através da decisão e implementação da mobilização. Neste processo de gestão da doença vivenciado pela Pessoa em situação crítica e família, a intervenção terapêutica do enfermeiro surge na substituição da pessoa incapaz de o garantir, potenciando a autonomia e a independência. A conceptualização da resposta a esta problemática baseou-se na Teoria do Autocuidado de Dorothea Orem e com o desenvolvimento de competências de enfermagem de reabilitação através de uma revisão scoping, para se obter uma visão ampla do assunto, permitindo reflexão na prática. No presente relatório evidenciam-se as competências desenvolvidas como Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação. Para tal foi desenvolvido estágio em dois contextos distintos, Unidade de Queimados e Equipa de Cuidados Continuados na região de Lisboa, partindo do planeado previamente.