O ensino pré-operatório na pessoa submetida a artroplastia total da anca

Autor: Sílvia Cristina Monteiro Fernandes

Enquadramento: A artroplastia total da anca, hoje em dia, é considerada uma das cirurgias de maior sucesso em toda a medicina permitindo obter ganhos importantes em saúde, nomeadamente, no que diz respeito à recuperação da função motora e à diminuição da duração do internamento hospitalar. O seu êxito depende, em grande parte, do ensino proporcionado à pessoa, uma vez que este contribui para a mudança de padrões de comportamentos que permitem uma recuperação em tempo útil, de uma forma segura e eficaz. Pelas competências inerentes à sua especialidade, o enfermeiro especialista de reabilitação, deve: ensinar; instruir e treinar sobre técnicas a utilizar para maximizar o desempenho a nível motor, tendo em conta os objectivos individuais da pessoa. Objectivos: Avaliar o efeito do ensino pré-operatório sobre a independência funcional nas pessoas submetidas a artroplastia total da anca, no momento da alta. Avaliar o efeito do ensino pré-operatório sobre a duração do internamento hospitalar, nas pessoas submetidas a artroplastia total da anca. Caracterizar a amostra em termos sociodemográficos. Proceder a uma caracterização clínica das pessoas que são submetidas a ATA. Analisar a correlação que existe entre as variáveis atributo (género, idade, estado civil) e a independência funcional das pessoas submetidas a artroplastia total da anca. Métodos: O modelo de investigação adoptado, é do tipo quantitativo, quasi-experimental, preditivo – causal. Participaram no estudo 70 pessoas submetidas a artroplastia total da anca, 35 do grupo experimental e 35 do grupo controlo. Em ambos os grupos, a maioria das pessoas (57% vs 66%, respectivamente) pertence ao género feminino e a média de idades é de 71,6 anos para o grupo experimental e 74,8 anos para o grupo controlo. Foi aplicado um formulário que permitiu caracterizar a amostra no que concerne a dados pessoais, variáveis clínicas, funcionalidade familiar. Para recolher informações sobre a independência funcional foi aplicada a Escala de Barthel Modificada (Lima, 1995). Resultados: Os dados mostram que, face aos factores sócio – demográficos, só o género influencia a independência funcional, e que os sujeitos que receberam ensino pré – operatório no momento da alta obtiveram valores significativamente mais elevados de independência funcional e permaneceram menos tempo internados no hospital que os sujeitos que não receberam o referido ensino.

http://hdl.handle.net/10400.19/2203

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