Autor: Maria Fernanda Pereira Mesquita
Introdução: O envelhecimento representa a passagem do tempo, não uma patologia, sendo um processo natural e fisiológico. No idoso, as fraturas da extremidade superior do fémur, representam um sério problema devido às elevadas incapacidades que causa e as suas consequências. Objetivo: Identificar a incapacidade funcional e em que medida as variáveis sociodemográficas, clínicas e funcionalidade familiar a influenciam. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal, analítico e comparativo, empregando uma metodologia do tipo quantitativo, utilizando para o efeito uma amostra não probabilística por conveniência, constituída por 60 idosos do concelho de Viseu com fratura da extremidade superior do fémur há 6 meses. O instrumento de medida utilizado foi um questionário, a Escala de Apgar Familiar e Escala de Barthel Modificada. Resultados: A população estudada é maioritariamente feminina, com uma média de idades de 78,5 anos, casada, residente em meio rural. Têm como habilitações o 1º ciclo de estudos, sem apoio institucional e com baixos rendimentos. No final dos 6 meses após fratura da extremidade superior do fémur, verificamos que 40% dos doentes são independentes na capacidade funcional, 33,3% têm uma dependência elevada, 16,7% uma dependência moderada e apenas uma minoria apresenta um nível de dependência reduzida (5%) e muito elevada (5%). As variáveis que influenciaram significativamente a capacidade funcional são: idade, estado civil, habilitações literárias, apoio institucional, situação económica, tipo de cirurgia e a reabilitação. Conclusão: As variáveis que mais influenciam na capacidade funcional são: a idade, em que com o seu aumento diminui a capacidade funcional; o nº de sessões de reabilitação, pois quantas mais sessões de reabilitação realizarem mais aumenta a sua capacidade funcional.