Cuidador informal: sobrecarga e atitudes face à morte

Autor: Anabela Silva Cardoso Almeida Lopes

A sobrecarga do cuidador informal (CI) tem-se tornado numa importante preocupação para a enfermagem de reabilitação, não só pela sua influência na qualidade de vida destas pessoas e independência funcional, como também pelos elevados custos sociais associados (Goodhead e McDonald, 2007; Petronilho, 2010, Cruz et al., 2010). Apesar de as questões relacionadas com a morte terem adquirido nas últimas décadas estatuto relevante nas ciências sociais e humanas (Loureiro, 2010), estas tem merecido pouca atenção quando se estuda a sobrecarga do CI (Reimer, 2007). Realizou-se um estudo quantitativo descritivo-correlacional com os objetivos principais de: analisar a influência das variáveis sociodemográficas e contextuais na sobrecarga do CI; analisar a influência da sobrecarga do CI nas suas atitudes perante a morte. Utilizou-se para o efeito o Questionário de Avaliação da Sobrecarga do Cuidador Informal (QASCI) e a Escala de Avaliação do Perfil de Atitudes Acerca da Morte (EAPAM). Foram inquiridas através de questionário 32 cuidadores informais. Os resultados evidenciaram correlações significativas entre : “idade” e atitude de “Evitamento”; “anos de cuidado” e atitude de “Neutralidade”; “estado civil” e as dimensões “Reações a Exigências” e “Perceção de Mecanismos Eficácia e Controlo”; “motivo da dependência” e atitude de “Medo”, bem como com as dimensões “Sobrecarga Financeira” e “Implicações na Vida Pessoal”; “Implicações Vida Pessoal” e “Neutralidade”; “Sobrecarga Emocional” e “Medo”. Estes resultados são sustentados pela literatura, nomeadamente relacionada com as atitudes perante a morte (Reimer, 2007), afirmando-as um importante foco de atenção dos enfermeiros.

http://hdl.handle.net/10400.19/1611

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