A reabilitação e a independência funcional do doente sujeito a imobilidade

Autor: Andreia Maria Novo Lima

A imobilidade poderá ser entendida como um grave problema de saúde pública, uma vez que aqueles que dela sofrem apresentam ou podem vir a apresentar sérios danos na sua saúde, acrescentando que esta impede em grande medida a independência do doente na realização das suas atividades de vida diárias. O enfermeiro de reabilitação, integrado numa equipa multidisciplinar, pelas suas competências específicas, tem um papel fundamental para que a pessoa obtenha um desempenho seguro e com o máximo de independência possível, em especial nas atividades de vida diárias, e na reintegração na família, na sociedade como membro ativo, intervindo essencialmente na otimização do desempenho para o autocuidado. Centrado no paradigma quantitativo de investigação, foi efetuado o presente estudo descritivo – correlacional e longitudinal, pretendendo-se conhecer a influência dos cuidados de enfermagem de reabilitação na recuperação da independência funcional do doente, sujeito a imobilidade. A amostra incluiu 40 doentes internados num serviço de medicina, todos sujeitos a cuidados de enfermagem de reabilitação. Os dados foram colhidos através da aplicação de um questionário sociodemográfico, da Escala MIF e da Escala de NEECHAM. Verificou-se que a média de idades foi de 76,48 anos, na sua maioria mulheres (57,5%), casados (55%), 70% com o primeiro ciclo, e em média estiveram sujeitos a 49,60 dias de imobilidade. Constatamos através dos resultados obtidos que os doentes sujeitos a cuidados de enfermagem de reabilitação, recuperaram 38,03% da sua independência, sendo que nenhuma das caraterísticas sociodemográficas e clínicas influenciou esta recuperação. De todas as atividades de vida avaliadas onde se verificou maior impacto da intervenção dos cuidados de reabilitação foi no Controlo de Esfíncteres (46,92%) seguida de Autocuidados (42,50%). A atividade de vida onde se verificou menor ganho foi a Comunicação (29,78%). Os resultados obtidos apontam para a necessidade de os doentes sujeitos a imobilidade, poderem beneficiar da intervenção dos cuidados de enfermagem de reabilitação quer nos serviços onde são internados, assim como na comunidade onde os mesmos estão inseridos.

http://hdl.handle.net/20.500.11960/1236

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