Reabilitação, no domicílio, da pessoa com prótese total da anca

Autor: Tatiana Sofia Marques Azevedo

A pessoa com prótese total da anca (PTA), após alta hospitalar para o domicílio, depara-se com algumas dificuldades relacionadas com a sua capacidade para a realização das atividades de vida diárias (AVD) e com a mobilidade e equilíbrio que se encontram comprometidos devido à cirurgia recente. Assim, procuramos no nosso estudo avaliar o nível de dependência da pessoa para as AVD, a sua mobilidade e equilíbrio e a perceção que tem da qualidade de vida, no início da implementação do programa funcional de reabilitação e no final da implementação do mesmo, tendo este a duração de um mês. Procuramos analisar o efeito que este programa funcional de reabilitação tem nas variáveis anteriormente mencionadas. Verificamos ainda a natureza da relação das variáveis sociodemográficas e clínicas: idade, sexo, Índice de Massa Corporal (IMC), nível de dor e intervenção do enfermeiro de reabilitação no internamento com a capacidade da pessoa para a realização das AVD, com a mobilidade e equilíbrio e com a perceção de qualidade de vida da pessoa com PTA. Este estudo é de abordagem quantitativa do tipo quase-experimental e utilizaramse os seguintes instrumentos de colheita de dados: questionário sociodemográfico e clínico, Índice de Barthel, POMA I – Teste de Tinetti e Escala WHOQOL-bref. No tratamento de dados foram realizadas análises descritivas e inferenciais. A amostra do estudo é constituída por 30 pessoas que tiveram alta dos serviços de Ortopedia para o domicílio, com PTA não cimentada e residentes no distrito de Viana do Castelo. Os principais resultados do estudo revelam que as pessoas apresentaram maior dependência funcional no início do programa de reabilitação, assim como a mobilidade e a perceção da qualidade de vida também eram mais baixas neste primeiro momento. Após implementação do programa de reabilitação constataram-se melhorias significativas no nível de independência funcional, na mobilidade e equilíbrio e na qualidade de vida.

http://hdl.handle.net/20.500.11960/1434

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