Autor: Elisabete Maria Gomes Barreira
Introdução: Segundo dados da Direção Geral da Saúde (DGS), durante o ano de 2006 ocorreram em Portugal 9523 fraturas do colo do fémur, as quais atingiram gastos hospitalares na ordem dos 52 milhões de euros. A mesma fonte estima a mortalidade entre 20% a 30% durante um ano após fratura, referindo que a incapacidade funcional grave atinge uma prevalência de 40% no mesmo período. Objetivo: Conhecer as consequências na capacidade funcional do idoso vítima de queda, da qual resulte fratura da extremidade proximal do fémur. Metodologia: O presente estudo é um estudo de caracter descritivo, longitudinal, correlacional e prospetivo enquadrando se assim numa metodologia quantitativa. A amostra englobou 35 idosos na primeira avaliação e trinta na segunda, utentes internados no serviço de traumatologia da Unidade Hospitalar de Bragança. A colheita de dados ocorreu entre Fevereiro e Junho de 2014 e a segunda avaliação foi realizada entre Agosto e Dezembro de 2014. Pretendeu-se avaliar o grau de recuperação da capacidade funcional apos fratura da extremidade proximal do fémur, o medo de cair e caracterizar as quedas. O instrumento utilizado para calculo do grau de recuperação funcional foi o índice de Katz. Resultados: Da amostra estudada 33,3% apresentaram fratura do colo do fémur e as restantes 66,6% apresentaram fraturas trocantéricas, subtrocantéricas e intertrocantéricas. Foi instituído tratamento cirúrgico em 93,3%. Os valores do índice de Katz diminuíu de 15,53 para 12,93 pontos. O grau de recuperação da independência funcional é significativamente maior em doentes que realizaram osteossíntese com prótese da anca, seja ela total ou parcial. Conclusão: As variáveis que mais influenciaram na recuperação funcional são: o tipo de fratura e o tipo de osteossíntese. Verificou-se um declínio da capacidade funcional, e paralelamente um aumento do medo de cair.