Efeito de um programa de mobilização e exercício ativo sobre a amplitude articular em pessoas com síndrome de desuso

Autor: Teresa de Jesus Fernandes

Introdução – A síndrome de desuso é uma patologia que afeta mais a população idosa estando relacionado a maior parte das vezes com complicações de doença aguda ou crónica. As mobilizações e o exercício ativo têm efeitos benéficos que contrariam o impacto da imobilidade sobre o organismo Objetivo – O presente estudo pretende avaliar o efeito de um programa de mobilização e exercício ativo sobre a amplitude articular em pessoas com síndrome de desuso. Método – Desenvolveu-se um estudo quase-experimental. A amostra foi constituída por 26 pessoas acamados há mais de seis meses no domicílio. A colheita de dados foi feita através do Índice de Barthel e a avaliação das amplitudes das articulações foi realizada com recurso a um goniómetro no início e no fim do programa. A intervenção ocorreu entre os meses de agosto de 2014 e janeiro de 2015. Resultados – Integraram o estudo 26 pessoas, sendo que apenas 24 terminaram o programa de intervenção. Observou-se uma diferença mínima no género sendo que a percentagem de mulheres excede a de homens em 7.6%. No que diz respeito à idade evidencia-se que a média está situada nos 77 anos (77,19±11,67) e o tempo de alectoamento ronda os 18 meses (18,73±15,25). Verificaram-se resultados estatisticamente significativos nas articulações do ombro, cotovelo, punho, anca e joelho. No pé verificou-se significância estatística na flexão plantar, na flexão dorsal não obteve significância. A pontuação do Índice de Barthel aumentou significativamente (28,65±21,28vs31,46±23,28; p=0,035) após o programa de mobilização e exercício ativo. Conclusão – Concluiu-se que um programa de mobilizações articulares, implementado com regularidade, pode contribuir para a melhoria das amplitudes articulares das pessoas acamados com síndrome do desuso.

http://hdl.handle.net/10198/12043

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