A satisfação profissional dos enfermeiros de reabilitação

Autor: Sofia Maria Neco da Palme Santos

Atendendo a que a satisfação profissional em enfermagem é um indicador da qualidade dos cuidados prestados aos utentes/doentes e da avaliação do desempenho das organizações que se encontram em fase de remodelação em Portugal, interessou-nos avaliar a Satisfação Profissional dos Enfermeiros de Reabilitação, de instituições públicas de uma região norte do país. O conceito de satisfação profissional que norteou a pesquisa está intrinsecamente relacionado com a forma como o indivíduo se sente no local de trabalho e com as características pessoais. Os objetivos deste estudo consistem em, conhecer os fatores condicionantes da satisfação dos enfermeiros de reabilitação, estudar a influência da área da prestação de cuidados na satisfação profissional dos enfermeiros de reabilitação e analisar a influência das características sociodemográficas e profissionais na perceção da satisfação profissional dos enfermeiros de reabilitação. Trata-se, pois, de um estudo quantitativo, do tipo exploratório, descritivo e correlacional. A população foi constituída por 60 enfermeiros a exercer funções em hospitais (47) e no ACES (13). Para avaliar o grau de satisfação profissional utilizamos o Instrumento de Avaliação da Satisfação Profissional (IASP 5ª versão). As perguntas abertas foram tratadas com recurso à análise de conteúdo, numa lógica de complementaridade entre o paradigma qualitativo e quantitativo. Na análise inferencial recorreu-se, ao teste t de Student ou Análise de Variância Unifactorial (ANOVA). Nas situações em que não estavam reunidas as condições necessárias foram usados os testes de Mann-Whitney e de Kruskal-Wallis. Verificou-se que não há diferenças significativas entre a satisfação profissional dos enfermeiros especialistas/enfermeiros especializados. As diferenças encontradas relacionam-se com o sexo dos participantes. A escala onde se verificou diferença foi: qualidade do local de trabalho (p =2,26), a subescala foi a política de recursos humanos (p=2,24) e a faceta foi a nível da coordenação (p=2,88). No que se refere ao local de trabalho, os participantes que prestam cuidados no âmbito dos cuidados de saúde primários mostraram maior satisfação Nas questões abertas, remuneração não adequada à função desempenhada, não reconhecimento do valor do trabalho, falta da visibilidade do trabalho do enfermeiro de reabilitação e o facto de se encontrar a prestar cuidados gerais foram alguns dos aspetos que se salientaram

http://hdl.handle.net/20.500.11960/1460

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