Autor: Maria José Gomes Sendão
O envelhecimento da população a que atualmente assistimos está a tornar-se uma das principais preocupações no domínio da saúde e a avaliação da funcionalidade dos idosos tem vindo a ganhar destaque nas investigações sobre o envelhecimento Com o avançar da idade, as perdas funcionais tornam-se evidentes e consequentemente, os idosos deixam de ser capazes de realizar atividades de vida diárias, perdendo a independência funcional, sendo esta dimensionada em termos de habilidade e capacidade para realizar determinadas atividades, uma vez que se carateriza como uma das grandes componentes da saúde do idoso. Face ao envelhecimento, as atuais necessidades de saúde da população idosa representam uma oportunidade para o enfermeiro especialista em Enfermagem de Reabilitação fazer uso das suas competências, colocando-as em prática e, por conseguinte, contribuir para a promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida dos idosos. A Enfermagem de Reabilitação torna-se assim, fundamental nos serviços de saúde, ao permitir uma intervenção atempada, dirigida às necessidades individuais específicas, que poderá determinar o sucesso da adaptação do idoso mantendo-o ativo, independente e participativo. Abordando o paradigma quantitativo de investigação, foi efetuado o presente estudo correlacional e longitudinal. Este estudo teve como finalidade contribuir para o desenvolvimento da Enfermagem de Reabilitação e o nosso objetivo principal foi conhecer os contributos da Enfermagem de Reabilitação na manutenção da funcionalidade do idoso institucionalizado. Como objetivos específicos foram definidos os seguintes: caraterizar o idoso ao nível sociodemográfico e caraterizar a funcionalidade do idoso institucionalizado antes e após um programa de reeducação funcional motora. Pretendeu-se conhecer os contributos da Enfermagem de Reabilitação na manutenção da funcionalidade no idoso Institucionalizado, através da aplicação e avaliação do efeito de um programa de reeducação funcional motora. A amostra incluiu 35 idosos institucionalizados em estruturas residenciais para idosos. Os dados foram colhidos através da aplicação de um questionário sociodemográfico, da aplicação do Mini mental para selecionar os utentes e da Escala MIFVerificamos que a média de idades foi de 79,7 anos, na sua maioria mulheres (71,4%), Viúvos (40 %), 51,4 % com o primeiro ciclo, e em média estavam institucionalizados à cerca de 3 anos. Constatamos através dos resultados obtidos que os idosos sujeitos a cuidados de Enfermagem de Reabilitação, recuperaram 28,17% da sua funcionalidade, sendo que nenhuma das caraterísticas sociodemográficas influenciou esta recuperação . De todas as atividades de vida avaliadas onde se verificou maior impacto da intervenção dos cuidados de Enfermagem de Reabilitação foi na Mobilidade – Transferências (9,12 %) seguida da Locomoção (7,76 %) e da dos Autocuidados (7,21%), e a que menos aumentou foi a da Cognição social (0,82%). Os resultados obtidos apontam para o facto de os idosos institucionalizados, poderem beneficiar da intervenção dos cuidados de Enfermagem de Reabilitação na sua funcionalidade e obter maior qualidade de vida.