Autor: Mónica Morgado
Numa pessoa em situação de AVC, as reações posturais normais e automáticas não se encontram funcionantes no hemicorpo lesado, o que impede uma diversidade de padrões de postura e de movimento, essenciais para a realização de atividades funcionais, podendo levar assim a uma dependência ao nível das várias atividades de vida, entre elas, mover-se e manter um ambiente seguro. Com o presente relatório,
pretendemos fazer uma análise e reflexão das competências adquiridas durante o ensino clínico – Estágio II e Relatório – e aprofundar conhecimentos, através da revisão sistemática da literatura, sobre a intervenção do enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação no âmbito da reeducação funcional motora e sensorial, tendo em vista a máxima independência, ao nível da mobilidade e manutenção de um ambiente seguro, da pessoa em situação de AVC, na comunidade. Foi efetuada uma revisão sistemática da literatura pelo método PI[C]OD, sendo incluídos três estudos pesquisados em bases de dados eletrónicas da EBSCO. A evidência científica encontrada na pesquisa, demonstra que nos diferentes programas de reabilitação, estruturados e específicos para pessoas que sofreram um AVC, realizados na comunidade, são descritas diversas intervenções específicas do enfermeiro de reabilitação. Desde uma correta e completa avaliação funcional, à implementação dos programas de intervenção e sua constante reavaliação, todas contribuem para a promoção da independência ao nível da mobilidade e manutenção de um ambiente seguro. Nesta sequência, o enfermeiro de reabilitação, integrado na equipa multidisciplinar, tem intervenção preponderante na capacitação e maximização das capacidades funcionais, melhorando a condição física e contribuindo para uma promoção da independência ao nível da mobilidade e, consecutivamente, para a manutenção de um ambiente seguro, da pessoa em situação de AVC, na comunidade.