Autor: Sofia Santo
Este relatório surge no âmbito do Curso de Mestrado em Enfermagem de Reabilitação, integrado na Unidade Curricular Estágio II e Relatório. Com a sua elaboração pretende‐se apresentar a análise e reflexão das competências adquiridas durante o ensino clínico, nos três contextos da prática profissional, com base nos modelos teóricos de Orem e Meleis. Pretende-se ainda compreender se a intervenção do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação no âmbito da reeducação funcional motora promove o autocuidado transferir‐se na pessoa em processo de transição, através da revisão sistemática da literatura, após a formulação da pergunta de investigação com formato PI[C]O. A pesquisa foi efetuada na Plataforma EBSCO (2015/03/04) nas bases de dados: CINAHL Complete, MEDLINE Complete, Nursing & Allied Health Collection: Comprehensive, Cochrane Database of Systematic Reviews e MedicLatina. Foram pesquisados artigos em texto integral, publicados entre 2005 e 2015, utilizando as seguintes palavras‐chave: Nursing practice AND Rehabilitation AND Mobility. De um total de 6 artigos encontrados foram excluídos 3 após a leitura do título, resumo e introdução e incluídos 3 de acordo com os critérios previamente definidos. O conjunto da literatura argumenta que a pedra angular para a promoção da mobilidade é a prevenção da imobilidade, focando os objetivos dos cuidados de enfermagem de reabilitação, na melhoria da coordenação de movimentos, equilíbrio e tolerância, manutenção da força muscular e da força conjugada com a flexibilidade. Outros autores especificam intervenções com mais detalhe, explorando o papel do enfermeiro na performance dos exercícios de amplitude de movimento, sugerindo que estes podem ajudar a manter e melhorar a força muscular, o tónus, a mobilidade e a função cardiovascular dos pacientes. Da análise dos artigos foi possível constatar que autotransferir‐se é considerado um componente da mobilidade, quer no âmbito da avaliação inicial de enfermagem de reabilitação, quer no âmbito do planeamento e implementação das intervenções descritas como promotoras da mobilidade. Neste contexto, pode considerar‐se que as intervenções de enfermagem de reabilitação que promovem a mobilidade, promovem o autocuidado transferir‐se.