Autor: Elsa Carreira
O presente trabalho consiste numa análise crítica ao desenvolvimento do Estágio II, na área da Neurologia e Neuro – traumatológica, contextualizado no Curso de Mestrado em Enfermagem de Reabilitação. Dessa reflexão emergiu uma área temática, de interesse enquanto enfermeiros de reabilitação, no cuidado especializado ao indivíduo com alterações neurológicas. Essa área diz respeito á importância da marcha como fator predisponente para a incidência das quedas na pessoa com alterações neurológicas, tornando-se óbvio o impacto deste evento não só nas repercussões pessoais como nas repercussões sociais. A pertinência desta questão é suportada pelos estudos que apontam os défices motores, contendo as alterações da marcha decorrentes de uma hemiplegia após um ACV ou um TCE, como fatores facilitadores para a ocorrência de quedas, interferindo na independência funcional da pessoa. Para resolução da problemática, foi utilizada a metodologia PI[C]O. Após a definição da pergunta de partida, dos descritores de pesquisa e dos critérios de inclusão/ exclusão foram selecionados para análise 4 documentos de uma amostra inicial de 13, retirados das bases de dados científicas/ plataformas de pesquisa CINAHL Plus with full text e MEDLINE with full text. Da análise dos artigos consultados constatou-se que a intervenção enfermeiro de reabilitação, na reeducação da marcha contribui para a minimização do risco de queda na pessoa com alterações neurológicas. O enfermeiro especialista de reabilitação domina um conjunto conhecimentos e procedimentos técnicos, humanos e relacionais, contribuindo com estratégias de intervenção da sua competência, tendo um papel preponderante na avaliação da funcionalidade da pessoa com incapacidade ao identificar os fatores predisponentes à queda, no sentido de otimizar a capacidade da marcha da pessoa, dando-lhe a oportunidade se reintegrar na sociedade. O êxito na tomada de decisão para as suas intervenções, advém da capacidade de integrar a melhor evidência científica.